segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NOITE DE NATAL

A luz da noite
Da noite do Natal
Do natal os fogos
Os fogos são belos
São belos os abraços

O sentido da festa é um convite
Um convite ao amor e ao perdão
Ao perdão o sorriso é mais belo
Mais belo é a vida de todos reunidos
Todos reunidos na noite de Natal

 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ESCOLA

Ame com todo amor
Odeie com todo ódio
Perdoe com toda grandeza

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ela X Ele

Ela usou o vestido mais belo
Ele usou um perfume diferente
Ela saiu sabendo o seu destino
Ele saiu simplismente de casa

Ela brindou com um olhar para o lado
Ele sorriu com um sorriso escondido
Ela beijou como dois conhecidos
Ele abraçou no meio da noite

Ela partiu ao lado dele
Ele abriu a porta dela
Ela esperou o convite
Ele aproveitou o quarto

Ela foi feliz em seus próprios lençóis
Ele descobriu alguns segredos próprios
Ela acordou, sorriu e veio a despedida
Ele prometeu retornar outro dia qualquer

domingo, 4 de novembro de 2012

Ele X Ela

Ele não viu o dia nascer
Ela não viu ele ir embora
Ele não viu o acordar dela
Ela não conhecia nada dele

Ele acordou em lençóis desconhecidos
Ela acordou como sempre acorda
Ele olhou e saiu em silêncio
Ela repetiu os erros

Ele observou os quadros da parede
Ela fingiu não perceber
Ele abriu o vinho
Ela sorriu

Ele não percebeu as vontades dela
Ela quis não perceber a vontade dele
Ele falou palavras que ela desejava ouvir
Ela não quis aceitar suas próprias intuições

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

VOZES DE PÊLE DE CRIANÇA

As mãos não delicadas entram em contato com a pêle macia
Deixa o olhar cair sobre as mais presentes lembranças
Seus cabelos não lisos encostam o mais cheiroso lençol

As pernas sempre cansadas se perdem sobre outras pernas
Não existe o relógio controlando o escuro da noite fria
Poucas palavras e muitas saudades da igreja e do fim

Os olhares sem nenhuma palavra conversam entre si
Amorosamente o anel cai sobre o chão do próprio quarto
Sua blusa amassada não deixam o brilho apagar intensamente

Vozes do interno sempre castigam as mais belas paisagens
Dezenas de sapatos escondidos dentro do antigo armário
Bilhetes perdidos dentro da bolsa com segredo de Estado

O telefone mudo tortura a infância perdida no próprio presente
Canetas escolares são traumas do futuro no próprio presente
No próprio presente não existe o presente

Homens e mulhes trabalham sem pensar na sua história
Mulheres e homens figuram na sua fé inquestionável
Crianças acreditam na felicidade dos seus pais

Uma rua escura não perde o medo das suas visitas
Estórias perdidas de uma mulher (in) feliz
Estórias perdidas de um homem (in) feliz

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O JOGO DA RUA

A lua da manhã é discreta
O perfume é triste
A casa é escura
O relógio não espera

O calendário é castigador
A canção é a saudade
O sapato é preto
A criança sorri

A vida é um milagre
O passado uma lembrança
A caneta uma arma
O papel uma culpa

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

POSTAGEM DE UM FINAL SEM O PASSADO

Ao final do tempo o tempo é o final
Nas finalidades dos corpos o corpo chora
Na realidade do corpo o sentimento não morre

Não existe o tempo do passado
Não existe o tempo do futuro
Não existe aquilo que se quer existir

As estrelas são discretas em seus segredos
Acreditam em todos os olhares noturnos
Navegam pelas mais escondidas ruas

Depois do adeus a dor da presença é inevitável
Inevitável é a espera de duas causas perdidas
Perdidas são todos os segundos do futuro
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

FANTASIA SUBURBANA

Vejo lixo em minha frente
Vejo gente em minha face
Vejo o fim sem o seu início

A ignorância é o grande triunfo da vitória
A ignorânia é o prazer ingênuo dos infelizes
A ignorância é o sofrimento de quem não sobrevivi

Viva a ignorância em números diplomados
Viva a ignorância em livros empoeirados
Viva a ignorância em belos rostos e sorrisos felizes

O lixo da face não tem fim
O triunfo dos infelizes não sobrevive
Diplomados com livros empoeirados e sorrisos felizes

domingo, 16 de setembro de 2012

AO CONTRÁRIO DO AMOR

acabou dia o acordou ele Quando
imaginação a para sorri ele dias os Todos
manhã do sol o como são Estrelas
semana nova uma para semanas Quatro
tarde da segundos dos segundos Treze
festiva noite uma de encontros são Amores
amor no acredita Ele
amor no amor Ela
amor no acreditaram Eles

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

HOMEM SOLITÁRIO (Trilogia Poética - Parte 03)

Os ponteiros do relógio são inevitáveis
O tempo passa, o homem sorri, o dia termina
Mas ninguém quer deixar o quarto sem o tempo
 
O homem não sonha com sua vida
O homem não vive a sua vida
O homem não é feliz no seu sorriso
 
Todas as manhãs ele acorda para a vida
Todas as tardes ele sonha com uma vida
Todas as noites ele queria uma outra vida
 
Não acredita mais nos seus sonhos
É prisioneiro dos seus próprios medos
Joga no jogo com suas próprias mãos
 
O homem sonha uma outra vida
O homem vive uma outra vida
O homem sorri para uma outra vida

domingo, 2 de setembro de 2012

HOMEM INDIVIDUAL (Trilogia Poética - Parte 02)

Hoje o dia é uma eternidade
Os sorrisos são quase sempre incoerentes
As estradas são cheias de surpresas

Deus existe no mais íntimo dos segredos
Não é feliz o homem que sonha por si
Os amantes choram nas comemorações

A esposa festeja as mais comuns das emoções
Fazem da sua vida uma vida (in) feliz
Acreditam no amor eterno e vivem

O esposo festeja as obrigações da vida
Gosta do sorriso dos filhos que dormem
Seu sorriso é sempre perdido para o outro

Todas as vozes são sempre fantasmas
Todas as lembranças são sempre castigos
Todas as intenções são sempre disfarçadas

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

HOMEM COMUM (Trilogia Poética - Parte 01)

Ele era um brasileiro comum
Ele foi o mais belo dos homens
Ele amou as mais belas mulheres
 
Todas as noites as flores são discretas
Todas as noites as crianças dormem cansadas
Todas as noites as mulheres esperam seus maridos
 
Ele amou todas as suas lembranças
Ele sonhou ser feliz na infância
Ele nunca vai desistir de viver

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O DIA DE ONTEM

A noite é silenciosa e ingrata
As rosas de Cartola não mentem
Os olhos tristes se confessam
O vinho na taça é o companheiro

A fotografia é mentirosa
A alegria é um carnaval
O fim é o início da dor
O cobertor sobrou no quarto

O frio brinda a solidão do apartamento
O acaso não acaba no despertar do dia
A estrada em alguns momentos é estreita
A separação é sempre ingrata

As desculpas são feridas que se abrem
As desculpas são ingratas partidas
As desculpas são escolhas secretas
As desculpas são sempre desculpas

Na porta da casa as lembranças
Na mochila a dor do adeus
No volante as lágrimas

terça-feira, 26 de junho de 2012

COFRE DE TELEVISÃO

Na estrada do sul os amigos são felizes
Os amores são eternos e ausentes do dia
Todos os olhares são belos e silenciosos
Para a vida do poeta a sorte é convidativa

Jovens ruas que nunca conheceram a verdade
Mulheres negras escondidas atrás dos vestidos
Goleiros esperam o final do jogo para torcer
Cofres guardam dinheiro e corações segredos

Uma voz sempre ouve a convivência de dois
Havia um tempo que crianças eram felizes
O passado nunca festeja as quedas do presente

O vinho e os deuses são amigos
A carta e o poeta são consoladores
Entre dois mundos um novo mundo amanhece

domingo, 17 de junho de 2012

CANÇÃO SE UM SONHO

Um grande sonho é sempre uma possibilidade
A vida é uma escolha de um caminho só
Não existe o não para quem não quer parar
Só existe o sim para quem quer caminhar

Um médio sonho é sempre uma possibilidade
O sorriso da chegada é a certeza do início
Saudade só existe quando vivemos o presente
Um passado sem história não se tem histórias

Um pequeno sonho é sempre uma possibilidade
Não exitem barreiras que não sejam vencidades
Só existem caminhos para serem percorridos
Cada pessoa acredita na felicidade ao seu viver

Não existe sonho que não possa ser vivido
Não existe realidade que não possa ser transformada
Não existe a vitória sem a superação de cada dia
Não existe o impossível para aquilo que é possível

O fim do agora é a largada para o amanhã 
No amanhã o presente é um sonho
No sonho o passado é aprendizado
No aprendizado o presente é a escolha

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ELZA SOARES

Negra voz de mulher brasileira
Negra voz de mulher do morro
Negra voz de mulher

Além do tempo sua vida transcende
Histórias de uma vida da vida que é vivida
Feliz por cantar, feliz por viver, feliz por ser

Amores, desafios, entregas
Lágrimas, sorrisos, histórias
Vitórias, conquistas, superações

Dividir o dia com o tempo
Dividir a dor com os aplausos
Dividir a artista com a mulher

O palco é sua vida
O palco é sua casa
O palco é sua alma

Musicalidade, gingado e talento
A frente do seu tempo e o tempo a seu dispor
A frente do seu tempo é o tempo sua escola

Sem medo do passado o futuro é seu presente
Viver é seu dom e seu privilégio é viver
Tradução da própria superação

Protagonista da sua própria vida
Simplesmente é Elza...
É Elza Soares

Poema em Homenagem a grande Diva da Música do Brasil, Elza Soares.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

INDICAÇÃO DO ANTERIOR

A
A rua
A rua deserta
A rua deserta foi
A rua deserta foi o
A rua deserta foi o caminho
A rua deserta foi o caminho encontrado
A rua deserta foi o caminho encontrado para
A rua deserta foi o caminho encontrado para sorrir
A rua deserta foi o caminho encontrado para
A rua deserta foi o caminho encontrado
A rua deserta foi o caminho
A rua deserta foi o
A rua deserta foi
A rua deserta
A rua
A

domingo, 20 de maio de 2012

DÚVIDA FELIZ?

Será que a Santa lembrou de mim?
Será que o vinho da mesa é bom?
Será que o dia terminará agradável?

Será que a rua tem saída?
Será que o sol esquentará?
Será que o elevador subirá?

Será que a canção é de boa qualidade?
Será que o azul esta na tonalidade certa?
Será que o carro ainda chama atenção?

Será que o fim é início do novo?
Será que a saudade é bendita?
Será que a chave abrirá a porta?

Será que esse poema terá fim?
Será que esse poema?
Será?

domingo, 6 de maio de 2012

ÍNTIMO SORRISO (DECLARAÇÃO)

Quero mais que o próprio tempo
Quero cada sorriso que seduz
Quero cada olhar que consome

O tempo que agora é o próprio ser
Desejos mais íntimos e físicos
Desejos de um encontro (em vontade de amar)

Deixo cair lentamente sobre sua pêle os dedos
Busco no mais essencial os segredos do corpo
Busco na pouca luz do quarto futuros momentos

A delicada rosa amarela é um presente dos deuses
Um passeio cuidadoso em cada curva desvendada
Um passeio desejoso e sempre cheio de vida

Jogado no mais ardente desejo (in) consciente
As histórias se modificam no agora presente
Nenhum dos encontros é mais (in) esperado na surpresa da noite

Doces lembranças que te buscam no amanhã
Cumplicidade de duas culturas, de duas histórias
Cumplicidade de vidas que se querem (e o que se quer?)

Que o amor seja sempre meu
Que o amor seja sempre teu
Que o amor seja sempre nosso

domingo, 29 de abril de 2012

TRAVESSEIROS NOTURNOS

O tempo vai e volta
O sorriso é um castigo
As lembranças são traiçoeiras

O samba vai além da madrugada
O autor do livro fugiu da sua realidade
As nove horas da manhã o trânsito não andava

O fim do dia não é o fim do mundo
O adeus é sempre necessário
As vidas são felizes

domingo, 22 de abril de 2012

TRILOGIA DE POESIA

Os mexicanos não escolheram seu país
Não negam suas próprias esperanças
Não brincam com sua fé doutrinal
Sobrevivem com a cotidiana violência

Os japoneses não esqueceram sua vida
Não brincam com o tempo e o trabalho
Não desistem nas tragédias mais tristes
Sobrevivem com o medo e a certeza

O jogo terminou
O homem chorou
A mulher cantou
A vida continuou

A vida é sempre bela por natureza
Por natureza o ser humano é triste

sexta-feira, 20 de abril de 2012

QUADRADO DE EMOÇÕES

Pobres
Crianças
Alimentação
Saúde

Lojas
Roupas
Felicidade
Solidão

Mulheres
Rua
Dinheiro
Rotina

Homens
Futebol
Celular
Pseudo

Receita
Massa
Sobor
Conquista

Escola
Amigos
Tempo
Falta

Dançar
Estar
Andar
Olhar

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ESTÓRIA DE UM DEPOIS

A nuvem vive longe, muito longe
A casa é pequena, muito pequena
O olhar é triste, muito triste
O adeus é o fim, muito afim

Sobremesa depois do jantar
Conversas antes do jantar
Vinho tinto durante o jantar

Os olhares se complementam
Os abraços se complementam
As risadas são verdadeiras
As histórias são verdadeiras

sábado, 14 de abril de 2012

TREZE ANOTAÇÕES

Ao navegar nos mais próximos dos dias
Não transfigura as pessoas que sonham
Balas de chocolate no mais doce dia
Filmes de amor com finais felizes

Treze dias depois da noite
Treze horas depois da benção
Treze vezes o pai chorou

A idade não chegou naquela criança
Todas as manhãs os pássaros fogem
Ruas sem asfalto no lado da janela
Pequenas anotações no caderno velho

sábado, 7 de abril de 2012

RUAS DO HOJE

As noites são pequenas
As estrelas gigantes
Os amores eternos

Os belos corpos são admirados
Os carros viajam para nenhum lugar
As manhãs de outono são sempre belas

As ruas são solitárias
As casas são pequenas
Os olhares são perdidos

Hoje é um presente do passado
Hoje é um convite para o amanhã
Hoje é o resumo de hoje

quarta-feira, 4 de abril de 2012

HISTÓRIAS SILENCIOSAS

A eternidade é o agora
As vozes são silenciosas

A benção é singela
A história é complexa
A noite é feliz

As vozes são silenciosas
A eternidade é o agora

O amor é uma alegria
O caminho é uma dúvida
O silêncio é uma história

FIM DO INFINITO

Ao infinito a mais finita saudade
A saudade a mais alegre lembrança
A lembrança a mais doce memória
A memória a mais triste realidade


Ao infinito a mais finita hora
A hora a mais prazerosa noite
A noite a mais bela inspiração

terça-feira, 3 de abril de 2012

SAUDAÇÕES CONTEMPORÂNEAS

A canção transforma os pastores
O castigo é a felicidade passageira
A espera é a simples frustração de si
A violência é contra seus próprios sentimentos

A esperança é a lembrança perfeita
A imagem é a sobra de todos os corpos
A saudade não existe na morte

quarta-feira, 28 de março de 2012

SER O MAIS BELO SER

Caminho no caminho das estrelas
Navego em mares desconhecidos
Vejo o mais simples dos simples

A noite é bela
A solidão é feliz
A estrela é solitária

Os peixes no aquário são completos
Os peixes no aquário são testemunhas
Os peixes no aquário são cúmplices

Doces memórias de um futuro presente
Doces memórias de um futuro
Doces memórias

O amor é a mais simples emoção
O amor é o mais singelo sorriso
O amor é uma receita de bolo caseiro

Filósofos questionam os sorrisos
Poetas eternizam o sofrimento
Homens e mulheres são diferentes

quarta-feira, 21 de março de 2012

VESTIDO RADICAL

A roupa é suja
O patrão é viajado
O amigo é fiel
O futebol é no domingo


A estrada é de barro
O rádio é novo
O armário é grande
O vinho acabou

A música terminou
O poeta chorou
O vinagre azedou
O vestido era novo

CONSOLAÇÃO DOS AMORES

Busco tuas emoções
Busco teu sorriso
Busco tuas alegrias

No anoitecer, a vida transfigura
No amanhecer, a vida se repete

Casas brancas com relógios na parede
Relógios na parede
Casas brancas