domingo, 27 de outubro de 2013

CASUAL ENTRE ELES

A rua era azul no meio do dia
As estrelas eram brancas no meio da noite
A beleza dos olhares eram ingênuos
As lembranças eternas lembranças felizes

Os homens beijavam seus próprios desejos
O amor era apenas uma criança que sorri
Os rumores demonstravam a esperança do real
O beijo era apenas dois corpos vivos e satisfeitos

As mulheres eram belas e suas pernas provocantes
A todo momento os dedos cruzavam seus sinais
As curvas perdidas tinham todo o segredo guardado
A mais silenciosa palavra dizia como a noite acabaria

O fim não tem início
O início não tem fim
Não tem fim o início

A saída era entre eles
Entre eles a saída

segunda-feira, 20 de maio de 2013

MEMÓRIAS INCONSOLÁVEIS

Que a lembrança seja eterna
Que o passado seja presente
Que o presente seja no futuro
Que o futuro não esqueça o passado

Deixo o olhar correr pela flor imaginária
Deixo a lembrança feliz sorrir para a noite
Deixo o desejo perder-se entre as pernas
Deixo a saudade imaginar a realidade

Amanhã o passado é presente
É presente amanhã o passado
O passado é presente amanhã

A intenção é o castigo da alma
A saudade é a fome da alma
A lembrança o inferno da alma
A angústia o alimento da alma

Buscar no passado o sorriso
Buscar nas lembranças a esperança
Buscar no impossível as possibilidades
Buscar nas lágrimas a desculpa

Poema inspirado no documentário: Elena (direção de Petra Costa - 2013)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O FIM IMAGINÁRIO DOS IGUAIS

Ao fim do dia parece que o fim é um fim
Jamais os segredos ocultos são revelados
Os olhares mais tristes camuflados sorriem
As lembranças de um sonho não sorriem mais

Ao molhar o rosto o futuro é incerto
Asfalto cobre a mais terna e bela magia
Palavras perdidas de um presente triste
As mais lindas pernas são naturais

Ao fim da noite o fim não conheceu
Quantas imagens perdidas no imaginário
Vidas perdidas de uma vida sem papel
As toalhas molhadas esperam o desejo chegar

Ao lindo olhar de uma mão que no corpo cai
O fim da rua as mais lindas lembranças
Revelados pelas palavras mais ingratas
As tristes festejam o desejo do papel

Ao suspirar a indigna vontade
Portas não se abrem ao vento
Unidade de corpos cobertos
As diferenças se fazem na igualdade

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O PODER DO PRÓPRIO SER (desejo)

Ele não via mais as horas passarem
E nem percebia os dias chegarem
Sonhava com a mais bela mulher
Desejava o mais sincero sorriso
Desejava o mais caloroso abraço
 
Ele andava discretamente pelas ruas da cidade
E no final do dia transfigurava
Sonhava em vencer seu próprio passado
Desejava brindar o futuro
Desejava olhar as estrelas
 
Ele não percebia o suor no rosto
E as vezes imaginava ser feliz
Sonhava ser o seu próprio rei
Desejava apenas viver
Desejava correr acompanhado
 
Ele andava pelas escuras curvas do espelho
E acreditava nas canções do Buarque
Sonhava dormir no lençol mais encantador
Desejava felicidade
Desejava segredos
 
Ele não sabia dizer não para si
E despertava os mais lindos olhares
Sonhava acordar alguns dias bem tarde
Desejava
Desejava

 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O VENTO

O vento faz sua dança de forma discreta
Normaliza as mais fortes lembranças
Deixa a lágrima secar no olhar da mãe
Faz a mais bela criança sorrir sem sonhos

Balança a mais verde folha da nova árvore da vida
Transfigura o momento em momentos memoráveis
Vive na mais bela harmonia do dia com a noite
Lembra as lembrançãs mais ocultas de um ancião

Modifica o tempo em pequenos outros tempos perdidos em si
Encontra a mais linda montanha e sem medo desvia seu caminho
No mar faz um casamento perfeito que encanta qualquer humano
O rosto encontra a mais viva sensação de liberdade e solidão

O vento vive sua história em meio a muitas histórias
Em meio a muitas histórias o vento vive a sua história
A sua história o vento vive em meio a muitas histórias
Muitas histórias vive o vento em meio a sua história

quinta-feira, 7 de março de 2013

TRISTEZA

Às vezes a tristeza insiste em nos visitar
Trocar uma prece por um pouco de tristeza
Um sorriso pela tristeza que somente o olhar percebe
Tristeza que se transfigura em duas figuras
Tardes sem o sol copiam a tristeza em si

Tardes sem o sol copiam a tristeza em si
Tristeza que se tranfigura em duas figuras
Um sorriso pela tristeza que somente o olhar percebe
Trocar uma prece por um pouco de tristeza
Às vezes a tristeza insiste em nos visitar

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O PRESENTE PARA SEMPRE

Na beira do mar que de testemunha serviu
Os olhares silenciosos se fizeram eternos
Os discretos sorrisos se permetiam a si
A hora viajava pelo passado tão próximo

A hormonia da noite se completava naturalmente
Não existia mais vida fora daquele espaço
O sabor dos beijos eram como descobertas
Músicas, experiências, sorrisos e abraços

Pessoas caminhavam com seus pés molhados
Anônimos que se anulariam por segundos
Anônimos que por segundo se anulariam
Anônimos que não percebiam o natural

Na aproximação dos corpos que se conheciam
A intimidade já existia de forma singular
Não haveria em outro lugar um encontro maior
Luzes naturais testemunhavam os corpos areiados

No sol que nascerá  pelo segundo dia
Fazia do dia o mais feliz e desejado encontro
É a continuação do luar com os raios do sol
Deixar nascer a realidade de um sonho perdido

Depois dos olhares o contato mais intímo
Depois dos olhares o sorriso mais belo
Depois dos olhares a vontade realizada
Depois dos olhares a levada mais leve

Marcados os corpos se permetiam o mais belo
Entrelaçados as pernas e os abraços se permetiam
Os corpos se fizeram únicos no do final da tarde
Os lençóis são reservados ao silêncio do olhar

Na despedida do sol os sabores refrescavam a beleza das almas
Na ponte o mar refletia a chuva que embeleza a noite
Um bom café perpétua a madrugada sem mesmo saber
Um conhecer do desconhecido ilustre mais irresistível

Não negou o mais belo sentimento que de puro é eterno
Nuvens e um pescador solitário quebram a harmonia
Nada existe depois do beijo e da mão que ao corpo caía
Orações e preces na gratidão e na felicidade do abraço

Três dias de um terceiro dia de pouco tempo e algumas vontades
Ruas cheias de gente que nunca saberá a alegria de duas almas
Um almoço, vários sorrisos e uma ansiedade que se assumirá
A certeza de eternizar até o mais breve no sentimento mais digno 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A CERTEZA DO AMANHÃ NUNCA HAVERÁ

Haverá um dia que sol não nascerá
Haverá um sorriso que não será de felicidade
Haverá um encontro que a saudade não morrerá

Haverá um olhar que no desprezo nascerá à paz
Haverá um sonho que será o pior pesadelo
Haverá um endereço que o amor esquecerá

Haverá uma benção que a fé faltará
Haverá uma saudade que jamais acabará
Haverá uma história que será eterna

Haverá um fim que nunca teve início
Haverá um início que já tem fim
Haverá um tempo que haverá o que fazer