quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A passista no desejo de seus contos

A passista passa e quando passa não passa despercebida e sorri
E nas curvas do seu corpo o samba transgride tímidos desejos
É no fim da passarela que seus pés reinam incondicionalmente

Muitas mulheres brincam com o olhar o olhar demasiado
Deixando nas pequenas lembranças as lembranças eternas
Amando o amor de quem ama o mais impróprio pecado

É naqueles dias que sua realeza é venerada
As belas taças escondem olhares desejáveis
Incontáveis contos de verdades verdadeiras

domingo, 9 de agosto de 2015

AS RUAS QUE AS VERDADES DESEJAM

A rua acabou levando o homem em lugares que ele não queria
E depois que voltou sorria feliz a felicidade que não conhecia
Cantava aquelas canções que o cancioneiro cantarolava sozinho

Verdades verdadeiras são lembranças de insignificantes valores
E com poucas palavras as palavras eram ingênuas de poucas belezas
Escondidas no confessionários os sonhos desejavam sonhar

Há homens que sorriem para o passado que jamais foi presente
E no presente o presente é um futuro que as taças não brindam
Desejando um sorriso que sorri para a sua própria saudade

Há mulheres que esquecem as mais belas rosas que a despertaram
Mostrando ao presente que o presente não acredita em verdades
Deixando feliz a felicidade que os abraços nunca abraçaram