sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Apenas lembranças

Quantas luzes escondidas brilham no seu silêncio
E algumas luzes deixam o anonimato feliz e sozinho
Ruas abertas e um mundo urbano cheio de lágrimas
Milhares de sons que torturam os olhares ansiosos

Um pouco de vinho para viver e ser feliz
Um pouco de felicidade para viver
Um pouco para viver

Flores que brilham dezenas de pensamentos em vão
Números e doenças modernas que choram amanhã
Alguns escritos que transgridem as lembranças e só
Os amores são amores necessários para sorrir e só

Um pouco para viver
Um pouco de felicidade para viver
Um pouco de vinho para viver e ser feliz

terça-feira, 14 de junho de 2016

Flores escondidas

Fria é a noite que silenciosa se revela
Deixando poucas palavras saudarem
Liturgias de rituais despertam o óbvio

Nas ruas lembranças inconscientes
Com aplausos impetuosos flutuam
Homens nus com corpos mutilados

Escuridão com flores modernas no chão
Um balançar inquieto e despercebido
Olhares concomitantes pedem socorro

terça-feira, 29 de março de 2016

Janela Incomoda

Com a janela aberta a imaginação transgride
E deixa livre a liberdade que quer ser livre
Amando o amor com um amor indecente 

Pelas paredes da casa as ruas silenciosas testemunham
E deixam amenizadas as mais frívolas e loucas memórias 
Sorrindo sorrisos que olhares despercebidos despercebem 

Um luz que deixa o rastro do impossível
Um impossível que busca uma luz
Luzes impossíveis de conviver

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Olhar

Um olhar sobre o olhar do mundo e descobrir um olhar diferente
Que de tão diferente deixou de ser o diferente o olhar diferente
Lágrimas escorrem pelo cristal quase vazio de sentimentos dançam
Dançando uma dança inquieta o corpo no corpo transparente


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cotidiano de um ano

No ano novo a vida não é nova de novo
E mesmo depois dos festejos os olhares se distanciam
Deixando nas horas a angústia do velho

Histórias de vida de uma vida quase não vivida
Desejosos frutos não germinados e poucos cuidados no tempo
Aplausos intrínsecos de sorrisos tristes com abraços inconsistentes

A chuva que refresca o asfalto deixa o sonho perdido
Vozes conhecidas de desejos exacerbadas
Automóveis vazios com estórias incompletas

Cotidiano frustrado de algozes da realidade fantasiosa
Martírios impessoais dos íntimos e outros desejos
Rascunhos impróprios com incrédulas superstições