quinta-feira, 8 de novembro de 2007

PARADIGMAS

Navegar na escuridão do dia
É querer não ver o que se vê
É estar diante das evidencias mais claras
Buscar um tudo no nada das sensações

O choro desesperador do poeta adoece
Insatisfeito pelos andares encobertos
Inspiração falida de paradigmas maquinados
Instante mágico quebrado pela tarde

domingo, 4 de novembro de 2007

ANJO PAULISTANO

Amigo é uma espécie de botão de rosa
Somente os próximos conseguem ver a beleza escondida
Nada é tempo ruim sem o consolo do seu abraço
O dia e a noite são festas para os bons amigos
A escada da vida é mais externa quando partilhada certa

Amigo é um encontro diário com Deus
Sempre presente nas horas das horas
Nunca sabe andar para atrás no dia de hoje
O melhor presente é um amigo em forma de irmão
A melhor chegada é o sorriso de quem comportilha o caminho

Poema em homenagem ao SEVERINO ROMÃO, o anjo paulistano.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

TERCEIRO MÊS

É horrível a sobra do tempo
A espera de uma espera que não é demonstrada
A felicidade em espumas não condiz com o sonho
O terceiro mês é em novembro
A música é o consolo no vazio das brancas paredes
A foto não supre a expectativa

Sem a vida que vivia antes do ínicio


Amor é o mais nobre dos sentimentos quando se permitido e disposto
Rio com peixes escondidos esperando a hora certa de pular

Indo e vindo em uma biografia autorizada aos poucos pela necessidade
Espera o esperado em lábios de fadas que querem acreditar na eternidade
Razões que se perdem sem ao menos saberem os motivos
Riscos e esperas que nem sempre são as imperfeitas
Expectativas de doses com um gole de café amargo ou não
Fortes emoções pelos ares do quarto não totalmente escuro

Os olhares quase sempre podem dizer algo escondido
Nunca se pode deixar de sonhar como nos livros de infância
Antes tudo era incolor, hoje tudo é azul e vermelho
Inesperado passado à boa intenção do futuro no presente que se constrói
Ruas que distanciam as casas são pequenas quando interessadas
Antes da vida e da morte a certeza de um amor não platônico

Mágico é a mão correndo pelo corpo quase adormecido
Restos de um dia e poucos minutos dispostos
Esperar a noite é um desejo inato e inconseqüente
Numa espécie de guerra tudo não é por puro destino

Gente de qualquer gente não compreende os contatos
Antes de qualquer tempo temos a nós mesmos agora
Unidade é um desejo que não se acaba em si e completa por si