segunda-feira, 27 de setembro de 2010

QUALIFICAÇÃO

Quando o azul não fica até o esperado
Vários adeuses são sempre o mesmo adeus
Todos os homens buscam sua felicidade

Ao som dos animais que sempre vivem o momento
Nenhuma mulher consegue o prazer de ser o que é
Tem os sonhos mais belos para si

Jovens que não sonham vivem sobre a pressão
Um medo do medo que não sabe o motivo
Filhos de filhos sobre a ignorância do presente

Tem amores que são sempre amores
Tem amores que são sempre passageiros
Tem amores que são sempre desastrosos

As imagens dos altares conhecem os segredos
As poetisas das noites conhecem os desejos
As estradas de barro não levam para um final feliz

Doces lembranças de lembranças que não são mais lembradas
Folhas do papel que nunca transgrediram as verdades
Partidos políticos que festejam as semelhanças escondidas

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LEMBRANÇAS DO FUTURO

Ao tempo que se perde, perde-se a memória
Todas as pessoas se envolvem de forma intensa
Busca-se o mais íntimo do íntimo no corpo

As calças sujas acabam por ficarem perdidas na sala
Em todos os olhares o olhar é mais constrangedor
Os abraços são abraços intimistas

Na fraca luz que envolve as curvas do corpo alheio
O todo te pertence por algumas respirações
Fontes de desejos inspirados no mais particular de si

Quando se foge ao encontro do próprio eu
O medo do achar-se se completa na outra saída
Felicidade alheia que não lhe pertence

Belos homens felizes que já sabem a hora do fim
Belas mulheres que serão sempre infelizes
Belas lembranças confusas de seu próprio corpo