sexta-feira, 21 de setembro de 2007

NATIVIDADE

Ele chora pelas escassas palavras
Ela (...)
Ele espera uma surpresa
Ela (...)
Ele anseia uma presença
Ela (...)
Ele sente o cheiro pelo ar
Ela (...)
Ele espera na estrada
Ela não aparece novamente

AS MÃOS DO POETA

É doce uma noite em dupla companhia
O pensar de iguais modelam as paredes brancas
É noite e todos sonham até quase amanhecer
O indivíduo mais indispensável dorme
É certo o espaço diminuido entre o calor dos corpos
O respirar é ofegante

Mesa de vidro
Flores amarelas
Televisão desligada
Roupas ao chão
Lençol desarrumado

O poeta se modela
O poeta se concerta
O poeta se identifica
O poeta se normatiza
As mãos do poeta são mágicas

São mágicas as mãos do poeta
Lençol desarrumado
O respirar é ofegante

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

CAFÉ

A espera é presente
Os segundos quase são eternos
Doce beijo em lábios anoitecidos
As peles se unificam naturalmente
Os pêlos se complementam harmoniosamente

Um café normatiza as sensações
E as horas passam insensivelmente
O dia insiste em acordar
Os corpos necessitam repousarem

A espera normatiza as sensações
Os segundos passam insensivelmente
As peles e os pêlos necessitam repousarem

Os corpos e as horas naturalmente...
Harmoniosamente o dia insiste...

Acordar
Doce beijo
Um café