sábado, 19 de fevereiro de 2011

SEM SAÍDA

A loucura é talento (de poucos)
A vida é uma arte (para poucos)
A estrada tem seu fim (para todos)
A noite tem seu início

CHUVA

Romance ou medo?
Esperança ou certeza?
Causa ou consequência?
Lixo ou entulho?
Planejamento ou destruição?
Dia ou noite?
Fim ou início
Chuva

2008

O morro caiu depois da chuva
Pessoas perdidas

A chuva não pediu licença
Pessoas perdidas

A casa que ali estava sumiu
Pessoas perdidas

O natural e o humano se completaram
Pessoas perdidas

HOJE

Hoje
Hoje a vida
Hoje a vida é bonita
Hoje a vida é bonita e sorri
Hoje a vida é bonita
Hoje a vida
Hoje
Hoje a vida
Hoje a vida é bonita
Hoje a vida é bonita e sorri
Hoje a vida é bonita
Hoje a vida
Hoje

SENSIBILIDADE

Alegria
Caridade
Esperança
Gente
Irmandade
Liberdade
Natureza
Paz
Rua
Temperatura
Vida
Zona

Bala
Desejo
Família
Honestidade
Juventude
Maturidade
Osso
Queda
Simplicidade
Uniformidade
Xampoo

Alegria, honestidade, liberdade, simplicidade
Zona, uniformidade, irmandade, maturidade
Rua, bala, vida, desejo
Natureza, xampoo, família, caridade

FÉRIAS DA NOITE

No encontro do silêncio com a noite
Os poucos segundos retratam o que falta
As flores dançam livremente
E o desejo mais simples passa sistemáticamente

Na espera de um presente conhecido
Na janela do transparente indivíduo

O encontro da noite com o silêncio
Percepção detalhada quando não necessária
O lençol continua sempre com seus segredos

Na casa de poetas brasileiros os sonhos ganham férias

BLUMENAU

Todos os homens querem ser felizes em Blumenau
Seja na Velha, Itoupava, Garcia ou Agrícola
Os amores fogem para Blumenau

No chopp gelado que revive tradições
Na festa que festeja o belo mês de outubro
Todos os homens buscam seus amores em Blumenau

Na força e determinação de sempre recomeçar
Na busca da certeza e esforço do trabalho
Os amores residem em Blumenau

Todos os homens querem viver em Blumenau
Todos os homens querem amar em Blumenau
Todos os homens querem morrer em Blumenau

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A HORA DO HOJE

Eu queria que todo sim
Nunca acabasse assim
Uma espécie de mim
Uma certeza sem fim

Noites e dias trocados por pequenas estrelas perdidas na escuridão
Sorrisos infelizes que descrevem a necessidade do incompleto ser
Doces lembranças de amargas realidade sucumbidas por instabilidade

Vozes que gritam no silêncio do apartamento
Vozes que gritam no silêncio mais pessoal
Vozes que gritam por suas próprias vozes

O mundo venceu
O anonimato venceu
O acaso venceu
A história perdeu

O tempo do presente se deixou
O tempo do passado é lembranças
O tempo do futuro é separado

A história perdeu
O acaso venceu
O anonimato venceu
O mundo venceu

As palavras de Cartola se reproduzem
"O mundo é um moinho" necessário
Canções que traduzem o amor
Canções que traduzem a decepção
Canções que traduzem o intraduzível

As drogas que não consomem o próprio corpo
O vinho que consola a noite que não deveria existir
A realidade que faz o homem chorar de tristeza

Vida de uma vida que se perderá em vidas
Um terceiro elemento conhecido de duas almas
Outros elementos desconhecidos de uma alma

Dez horas e vinte minutos
Dez horas e vinte e um minutos
Dez horas e vinte dois minutos
Dez horas e vinte e três minutos
Dez horas e vinte e quatro minutos

A impossibilidade da possibilidade ainda existia
Mas a despedida das descobertas empobrece
A insatisfação que festeja uma amarga solidão
Versos perfeitos para uma simples canção de amor

Dezenas de horas esquecidas pelos minutos
Jantares e lembranças que agora pertecem ao ontem
Nadar ao nada que sempre persistiu ao todo

Dez horas e vinte e quatro minutos
Dez horas e vinte e três minutos
Dez horas e vinte dois minutos
Dez horas e vinte e um minutos
Dez horas e vinte minutos

A vida é um sonho que pode acabar
A dor é sentimento que nem sempre se quer
A saudade é inevitável nos dias de hoje

Aos extremos a mais extrema solução
Aos opostos o mais exposto descontentamento
Aos olhares apenas um olhar de tristeza
Aos corpos apenas o corpo que restou

O mundo venceu
E todos os imaginários serão vividos
Na certeza de cada beijo não amado

O anonimato venceu
E depois da noite feliz o retorno
Na busca mais efêmera de si mesmo

O acaso venceu
E muitas histórias que fugiram de si mesma
Na estrada trabalhada por (in) satisfação

A história perdeu
E depois de toda rotina uma nova rotina
Na pseuda felicidade que não se tinha

Ao entrar no mais íntimo colapso
Os versos do amor que se desfaz
No djavanear das histórias vividas
"Desandou" o mais imaculado sorriso
A alegria e a dor são irmãs gêmeas
A tristeza e a curiosidade irmãs invejosas

Calças e blusas que sempre cobriram o corpo
Ao seu lugar nada conduz com a sua beleza
Tulipa para brindar o fracasso (in) esperado

Voltar ao tempo do tempo que não exite mais
Voltar nas horas da hora que não existe mais
Voltar em si

Ao tempo uma solidão
Ao mundo uma saudação
Ao tempo e ao mundo um sinal de (in) gratidão

No espaço que se vive, vive o nada
O nada que sobrevive nas intenções
Nas intenções que se desencontram no espaço

Sozinho dentro do seu próprio ser
Sozinho dentro do seu próprio sonho
Sozinho dentro do seu próprio caminho




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MADRUGADAS

A noite sozinha é mais triste
Cada minuto são horas que nunca acabam
O espaço vazio não é só na cama

Versos da canção que traduzem os sentimentos
A noite passa descompassada
É no campasso que os passo nao andou

A noite é perdida quando não se tem mais rotina
A rotina é dolorida e saudosista
Saudosista é cada pensamento