sexta-feira, 21 de setembro de 2012

POSTAGEM DE UM FINAL SEM O PASSADO

Ao final do tempo o tempo é o final
Nas finalidades dos corpos o corpo chora
Na realidade do corpo o sentimento não morre

Não existe o tempo do passado
Não existe o tempo do futuro
Não existe aquilo que se quer existir

As estrelas são discretas em seus segredos
Acreditam em todos os olhares noturnos
Navegam pelas mais escondidas ruas

Depois do adeus a dor da presença é inevitável
Inevitável é a espera de duas causas perdidas
Perdidas são todos os segundos do futuro
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

FANTASIA SUBURBANA

Vejo lixo em minha frente
Vejo gente em minha face
Vejo o fim sem o seu início

A ignorância é o grande triunfo da vitória
A ignorânia é o prazer ingênuo dos infelizes
A ignorância é o sofrimento de quem não sobrevivi

Viva a ignorância em números diplomados
Viva a ignorância em livros empoeirados
Viva a ignorância em belos rostos e sorrisos felizes

O lixo da face não tem fim
O triunfo dos infelizes não sobrevive
Diplomados com livros empoeirados e sorrisos felizes

domingo, 16 de setembro de 2012

AO CONTRÁRIO DO AMOR

acabou dia o acordou ele Quando
imaginação a para sorri ele dias os Todos
manhã do sol o como são Estrelas
semana nova uma para semanas Quatro
tarde da segundos dos segundos Treze
festiva noite uma de encontros são Amores
amor no acredita Ele
amor no amor Ela
amor no acreditaram Eles

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

HOMEM SOLITÁRIO (Trilogia Poética - Parte 03)

Os ponteiros do relógio são inevitáveis
O tempo passa, o homem sorri, o dia termina
Mas ninguém quer deixar o quarto sem o tempo
 
O homem não sonha com sua vida
O homem não vive a sua vida
O homem não é feliz no seu sorriso
 
Todas as manhãs ele acorda para a vida
Todas as tardes ele sonha com uma vida
Todas as noites ele queria uma outra vida
 
Não acredita mais nos seus sonhos
É prisioneiro dos seus próprios medos
Joga no jogo com suas próprias mãos
 
O homem sonha uma outra vida
O homem vive uma outra vida
O homem sorri para uma outra vida

domingo, 2 de setembro de 2012

HOMEM INDIVIDUAL (Trilogia Poética - Parte 02)

Hoje o dia é uma eternidade
Os sorrisos são quase sempre incoerentes
As estradas são cheias de surpresas

Deus existe no mais íntimo dos segredos
Não é feliz o homem que sonha por si
Os amantes choram nas comemorações

A esposa festeja as mais comuns das emoções
Fazem da sua vida uma vida (in) feliz
Acreditam no amor eterno e vivem

O esposo festeja as obrigações da vida
Gosta do sorriso dos filhos que dormem
Seu sorriso é sempre perdido para o outro

Todas as vozes são sempre fantasmas
Todas as lembranças são sempre castigos
Todas as intenções são sempre disfarçadas