terça-feira, 23 de junho de 2015

O fim do sonhar em uma taça de vinho

Um silêncio que rouba as mais ternas lembranças
E deixa no incomposto dos olhares a saudade
Brincando com o dia que não se fez noite sozinha

Há almas que não querem descansar
Há espíritos que não querem sonhar
Há pensamentos que não querem acordar

Dezenas de palavras que perdem seus significados
Milhares de corpos ausentes nas ruas cinzentas
Alguns olhares são confissões ingratas e inconstantes

Qualquer fim é no fim do dia o dia do fim
No fim do dia o dia é um fim qualquer
O fim do dia é no fim qualquer dia

A taça vazia deixa vazio o coração que lamenta
O lamento é um fim