terça-feira, 10 de novembro de 2015

A fé e Geni

Sua fé era carregada no peito
E todas as crenças eram suspeitas
E mesmo assim ele sonhava

Mas nem mesmo a Geni soube ser feliz
Com milhões de olhares perdidos ela socorreu
Com poucas esperanças se fez uma suja amante 

Dezenas de noites por uma noite
O dia brilhou e seus segredos esconderam a verdade
O depois de uma lágrima eterniza o anseio

Mulheres são crianças que sonham com a valsa
Esconderam as emoções por um abraço
Esconderam as verdades por um sonho

Inspirado em Geni e o Zepelim de Chico Buarque


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Amar o amor e depois?

Será que todo amor é necessário?
Da necessidade de amar a ausência do amor
Nada é mais inquieto que a vontade de amar

O que faz o amor não ser o amor?
Descobrir o sabor de outros lábios em segredos
Com corpos sem identidades e sem endereços

Há um amor que o tempo ensine a amar?
Deixar entre escolhas uma escolha inquieta
Sorrir com as emoções de uma chuva noturna

Depois do amor o que se pode esperar?
Expressões idênticas de almas opostas
Cúmplices olhares de olhares ao mundo

No amor existe espaço para outros amores?
Alguns amores são doenças homeopáticas
Outros amores são amores de cinema mudo

Pode o amor amar o amor sem amor?
Com inconstantes esperanças se ama para amar o amor
Lindas flores que com seus espinhos deixam cicatrizes

Qual semente precisa o amor para amar?
Qual amor espera o tempo para amar?
Quais as necessidades que o amor necessita para amar?

Para Rodrigo Lucca, que de palavra em palavra me inspirou para "Amar o amor e depois?"