sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cotidiano de um ano

No ano novo a vida não é nova de novo
E mesmo depois dos festejos os olhares se distanciam
Deixando nas horas a angústia do velho

Histórias de vida de uma vida quase não vivida
Desejosos frutos não germinados e poucos cuidados no tempo
Aplausos intrínsecos de sorrisos tristes com abraços inconsistentes

A chuva que refresca o asfalto deixa o sonho perdido
Vozes conhecidas de desejos exacerbadas
Automóveis vazios com estórias incompletas

Cotidiano frustrado de algozes da realidade fantasiosa
Martírios impessoais dos íntimos e outros desejos
Rascunhos impróprios com incrédulas superstições