segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

LIBERDADES

Deixo perdido os olhares
E encontro flores no chão
Suaves abraços carinhosos
Alma inculta cheia de fé

As manhãs nas ruas são ausentes
Liberdades
Noites sem luar transgridem
Liberdades

Azul é a cor do céu
Efêmeras lembranças
Lembranças efêmeras
A coe do céu é azul

Liberdades
Nas manhãs de ruas ausentes
Liberdades
Com noites transgridem o luar

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Apenas lembranças

Quantas luzes escondidas brilham no seu silêncio
E algumas luzes deixam o anonimato feliz e sozinho
Ruas abertas e um mundo urbano cheio de lágrimas
Milhares de sons que torturam os olhares ansiosos

Um pouco de vinho para viver e ser feliz
Um pouco de felicidade para viver
Um pouco para viver

Flores que brilham dezenas de pensamentos em vão
Números e doenças modernas que choram amanhã
Alguns escritos que transgridem as lembranças e só
Os amores são amores necessários para sorrir e só

Um pouco para viver
Um pouco de felicidade para viver
Um pouco de vinho para viver e ser feliz

terça-feira, 14 de junho de 2016

Flores escondidas

Fria é a noite que silenciosa se revela
Deixando poucas palavras saudarem
Liturgias de rituais despertam o óbvio

Nas ruas lembranças inconscientes
Com aplausos impetuosos flutuam
Homens nus com corpos mutilados

Escuridão com flores modernas no chão
Um balançar inquieto e despercebido
Olhares concomitantes pedem socorro

terça-feira, 29 de março de 2016

Janela Incomoda

Com a janela aberta a imaginação transgride
E deixa livre a liberdade que quer ser livre
Amando o amor com um amor indecente 

Pelas paredes da casa as ruas silenciosas testemunham
E deixam amenizadas as mais frívolas e loucas memórias 
Sorrindo sorrisos que olhares despercebidos despercebem 

Um luz que deixa o rastro do impossível
Um impossível que busca uma luz
Luzes impossíveis de conviver

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Olhar

Um olhar sobre o olhar do mundo e descobrir um olhar diferente
Que de tão diferente deixou de ser o diferente o olhar diferente
Lágrimas escorrem pelo cristal quase vazio de sentimentos dançam
Dançando uma dança inquieta o corpo no corpo transparente


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cotidiano de um ano

No ano novo a vida não é nova de novo
E mesmo depois dos festejos os olhares se distanciam
Deixando nas horas a angústia do velho

Histórias de vida de uma vida quase não vivida
Desejosos frutos não germinados e poucos cuidados no tempo
Aplausos intrínsecos de sorrisos tristes com abraços inconsistentes

A chuva que refresca o asfalto deixa o sonho perdido
Vozes conhecidas de desejos exacerbadas
Automóveis vazios com estórias incompletas

Cotidiano frustrado de algozes da realidade fantasiosa
Martírios impessoais dos íntimos e outros desejos
Rascunhos impróprios com incrédulas superstições

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A liberdade deserta da próxima página

A noite em seu silêncio desértico deixa feliz a esperança
No canto da parede um canto de lembranças
Na fotografia a sensação do presente que se amou

A cor branca deixa em anuência as taças quase vazias
E em um sorriso intrínseco os pêlos se misturam
Roupas ao chão despertam sonhos escondidos

Meias palavras são palavras pequenas de incômodas gavetas
Cortinas soltas escondem a natureza dos corpos inteiros
Lençóis testemunham a transparência de um sorriso

Em poucos espaços há memórias eternas
Em muitas memórias há poucas verdades
Em muitas verdades há inúmeras lágrimas

Na intimidade da alma uma liberdade se esconde
Nos abraços de um abraço a despedida se transfigura
Com muitas estórias o suicídio espera a próxima página

sábado, 26 de dezembro de 2015

As verdades de uma janela quebrada

As pessoas esperam o que desejam
Mas não desejam esperar...

Alguns sonhos são sonhos sonhados
E não despertam da realidade
Imaginando aplausos de medo

Garotos nas ruas bebem doses destrutivas de felicidade
Garotas nas ruas bebem doses homeopáticas de infelicidade
Homens e mulheres rejeitam seus próprios pensamentos

A porta aberta esconde o sorriso esquecido
E além do bem alguns abraços servem para sobreviver
A lua se esconde nas nuvens carregadas de intenções

Algumas verdades são mentiras impróprias
E na ausência constroem olhares incertos
Alegando mentiras que só seriam verdades

Fagulhas de uma emoção desconhecida
Rugas antigas de uma emoção atordoada
As cortinas da sala conhecem as emoções