O encanto da dança moderna
Moderna estrela de arroz branco
Arroz branco na panela azul
Panela azul é enorme para a mesa
Dinheiro é sucesso de paulistano
Sucesso de paulistano é papel verde
Papel verde é bênção do poder
Anormalidade de amores de Platão
Amores de Platão são verdadeiros
No dia de hoje o ontem é saudade
A poesia é o encontro mais impessoal do seu próprio ser com os seus mais impossíveis e improváveis seres. Para o poeta é a prova mais infiel da sua fidelidade.
domingo, 22 de julho de 2007
MANDAQUI
Mandaqui é azul
Noventa minutos constantes
Cores de velas brancas decoradas
Mandaqui é amarelo
Doze dias de atrações
Livro de poemas da guerra
Mandaqui é verde
Bandeira de anil trovoada
Parentes de beijos calorosos
Mandaqui não nega as curvas
Dança de salão na tarde de inverno
Notícias belas na televisão
Noventa minutos constantes
Cores de velas brancas decoradas
Mandaqui é amarelo
Doze dias de atrações
Livro de poemas da guerra
Mandaqui é verde
Bandeira de anil trovoada
Parentes de beijos calorosos
Mandaqui não nega as curvas
Dança de salão na tarde de inverno
Notícias belas na televisão
domingo, 1 de julho de 2007
PAULISTA NÃO SABE AMAR
Paulista não sabe amar
Só sabe enganar
Só consegue dançar
Nada é eterno diante do sem rosto
Cada mente é um corpo na multidão
Algumas doses não justificam nenhum dos lábios
Paulista não é fiel
Paulista é insensível
Paulista é efémero
Paulista é inseguro
Paulista é engraçado
A noite queima quando o fogo é acenado
Sexta, sábado, domingo
O dia e o momento não consolam a dor
Paulista não age como se apresenta
E nem se entrega
E só vive no estético
Só sabe enganar
Só consegue dançar
Nada é eterno diante do sem rosto
Cada mente é um corpo na multidão
Algumas doses não justificam nenhum dos lábios
Paulista não é fiel
Paulista é insensível
Paulista é efémero
Paulista é inseguro
Paulista é engraçado
A noite queima quando o fogo é acenado
Sexta, sábado, domingo
O dia e o momento não consolam a dor
Paulista não age como se apresenta
E nem se entrega
E só vive no estético
domingo, 17 de junho de 2007
A COR E O AROMA
Quando a mão cai por seu corpo
A perfeição se completa
As nuvens correm para espiar
A cor morena é impregnada no lençol
O aroma dos corpos não se diferenciam mais
A tarde que passa não passa indiferente
As belas palavras eternizam o depois
A espera é pouca quando se pensa no momento
Pela prece Deus reconhece o desejo
A morena cor é simplesmente o início e o fim
As eternas intenções são vícios bons
A cama é o paraíso da cumplicidade
A perfeição se completa
As nuvens correm para espiar
A cor morena é impregnada no lençol
O aroma dos corpos não se diferenciam mais
A tarde que passa não passa indiferente
As belas palavras eternizam o depois
A espera é pouca quando se pensa no momento
Pela prece Deus reconhece o desejo
A morena cor é simplesmente o início e o fim
As eternas intenções são vícios bons
A cama é o paraíso da cumplicidade
segunda-feira, 4 de junho de 2007
ARTIGO: O PODER DAS PALAVRAS
Poucas pessoas conseguem compreender e entender o poder e das palavras. Tudo que somos, tudo o que pensamos é transmitido por palavras. Palavras que formam poemas, que formam músicas, que formam frases, que expressam sentimentos. Palavras que chegam até nós através da escrita, através da oralidade e até mesmo através de gestos.
As palavras são como pontes. Elas podem nos ligar ou nos separar das pessoas, dos nossos sonhos e dos nossos desejos. Uma palavra mal expressada ou em um momento impróprio pode “matar” alguém. Muitas vezes usamos termos, significados sem mesmo procuramos o seu verdadeiro significado ou contextualização.
Quando procuramos colocar em nosso “dicionário da vida” palavras de bem, estamos oferecendo a nós mesmos e aos outros, o que existe de melhor no íntimo de cada ser. Não podemos ter medo de falarmos das coisas boas, de elogiarmos, de agradecermos, de sermos educados, de demonstrar as nossas virtudes.
Essas palavras bem intencionadas nos podem e nos levam a uma prática de vida mais humanística, mas solidária e mais comprometida. O mundo pode ser melhor quando fazemos o nosso pequeno mundo ser melhor. Quando nos comprometemos conosco mesmo na busca das palavras construtivas.
Mas infelizmente, muitas pessoas não conseguem transcender na busca (e na ação dessas boas palavras) e acabam perpetuando dentro de si palavras negativas, desconstrutivas, que nos afastam do bem e da harmonia. Quando menos esperamos, podemos muitas vezes estar sendo induzidos para ações de negatividade e incoerência com a bondade humana por causa do hábito de usarmos palavras impróprias.
Não importa se nos referimos ao passado, se estamos no presente ou se nos projetamos para o futuro. O que importa é a nossa boa intenção de construirmos uma conectividade de bons atos na junção de boas palavras com a prática. Nossa vida é construtiva ou não dependendo das ações que realizamos, não só nos grandes acontecimentos, mas também nas pequenas coisas que nos são oferecidas.
Podemos nos sentir presos em muitas dimensões, mas uma coisa que não podem prender é o nosso pensamento. Por isso a importância de buscarmos a construção de pensamentos benignos, coerentes com as lógicas do bem e compromissados com a causa da vida. Cada um de nós pode fazer esse exercício diário e constante de cultivarmos as boas palavras. Isso fará de nos cidadãos mais conscientes e comprometidos.
Não precisamos necessariamente estar ligado a uma crença ou a uma ideologia. Precisamos sim, é buscarmos dentro de nós razões e estabelecermos critérios para que possamos desenvolver esse bom hábito das palavras, para deixarmos esse poder que as palavras possuem nos ajudarem a vivermos melhores.
As palavras são como pontes. Elas podem nos ligar ou nos separar das pessoas, dos nossos sonhos e dos nossos desejos. Uma palavra mal expressada ou em um momento impróprio pode “matar” alguém. Muitas vezes usamos termos, significados sem mesmo procuramos o seu verdadeiro significado ou contextualização.
Quando procuramos colocar em nosso “dicionário da vida” palavras de bem, estamos oferecendo a nós mesmos e aos outros, o que existe de melhor no íntimo de cada ser. Não podemos ter medo de falarmos das coisas boas, de elogiarmos, de agradecermos, de sermos educados, de demonstrar as nossas virtudes.
Essas palavras bem intencionadas nos podem e nos levam a uma prática de vida mais humanística, mas solidária e mais comprometida. O mundo pode ser melhor quando fazemos o nosso pequeno mundo ser melhor. Quando nos comprometemos conosco mesmo na busca das palavras construtivas.
Mas infelizmente, muitas pessoas não conseguem transcender na busca (e na ação dessas boas palavras) e acabam perpetuando dentro de si palavras negativas, desconstrutivas, que nos afastam do bem e da harmonia. Quando menos esperamos, podemos muitas vezes estar sendo induzidos para ações de negatividade e incoerência com a bondade humana por causa do hábito de usarmos palavras impróprias.
Não importa se nos referimos ao passado, se estamos no presente ou se nos projetamos para o futuro. O que importa é a nossa boa intenção de construirmos uma conectividade de bons atos na junção de boas palavras com a prática. Nossa vida é construtiva ou não dependendo das ações que realizamos, não só nos grandes acontecimentos, mas também nas pequenas coisas que nos são oferecidas.
Podemos nos sentir presos em muitas dimensões, mas uma coisa que não podem prender é o nosso pensamento. Por isso a importância de buscarmos a construção de pensamentos benignos, coerentes com as lógicas do bem e compromissados com a causa da vida. Cada um de nós pode fazer esse exercício diário e constante de cultivarmos as boas palavras. Isso fará de nos cidadãos mais conscientes e comprometidos.
Não precisamos necessariamente estar ligado a uma crença ou a uma ideologia. Precisamos sim, é buscarmos dentro de nós razões e estabelecermos critérios para que possamos desenvolver esse bom hábito das palavras, para deixarmos esse poder que as palavras possuem nos ajudarem a vivermos melhores.
sábado, 26 de maio de 2007
POEMA: SOLIDÃO E SEU AMARGO INFERNO
A solidão é meu inferno
Nas vésperas de um amanhã no meio do mês
No mês de setembro a espera é mais dolorida
Nem mesmo Adriana conforta a alma de um pobre mortal
A solidão é um inferno
No calor da noite de inverno em janeiro
Nas estradas movimentadas algumas vidas para trinta dias
Nem outro beijo perpetuado ameniza os pêlos do corpo do homem educado
A solidão é no inferno
A solidão é um inferno
A solidão é meu inferno
Alguns milhões de identidade não me acham no quarto
É na solidão que o medo deixa a noite mais escura
Doce mentira em alguns livros conjugados pelos doutores
Casa de vidro em um mar revolto
Minha solidão é um contexto platônico
Amarga Filosofia de alguns inúteis
Sensibilidade perdida nas calças de jeans sujas de lama
Travessuras de mulheres sempre amadas por maridos cansados
Maria é um nome de mulher quase solitária
Marisa é poeta de samba em rádio quase desativada
Mariana é senhora da noite em seu quarto de passageiro
Maria, Marisa e Mariana são mulheres solitárias
Marli é religiosa nas horas livres
Marta é cunhada de três homens bonitos
Margarida é uma flor com espinhos maquiados
Marli, Marta e Margarida são mulheres solitárias
A solidão é meu inferno
A solidão é um inferno
A solidão é no inferno
Nas vésperas de um amanhã no meio do mês
No mês de setembro a espera é mais dolorida
Nem mesmo Adriana conforta a alma de um pobre mortal
A solidão é um inferno
No calor da noite de inverno em janeiro
Nas estradas movimentadas algumas vidas para trinta dias
Nem outro beijo perpetuado ameniza os pêlos do corpo do homem educado
A solidão é no inferno
A solidão é um inferno
A solidão é meu inferno
Alguns milhões de identidade não me acham no quarto
É na solidão que o medo deixa a noite mais escura
Doce mentira em alguns livros conjugados pelos doutores
Casa de vidro em um mar revolto
Minha solidão é um contexto platônico
Amarga Filosofia de alguns inúteis
Sensibilidade perdida nas calças de jeans sujas de lama
Travessuras de mulheres sempre amadas por maridos cansados
Maria é um nome de mulher quase solitária
Marisa é poeta de samba em rádio quase desativada
Mariana é senhora da noite em seu quarto de passageiro
Maria, Marisa e Mariana são mulheres solitárias
Marli é religiosa nas horas livres
Marta é cunhada de três homens bonitos
Margarida é uma flor com espinhos maquiados
Marli, Marta e Margarida são mulheres solitárias
A solidão é meu inferno
A solidão é um inferno
A solidão é no inferno
segunda-feira, 30 de abril de 2007
MÃE
Mãe é essência
É vida que transcende
(gratuitamente)
Ternura, prontidão, realização
Prontidão, realização, ternura
Realização, ternura, prontidão
Mãe é singular
É a vida que se perpetua
(humildemente)
Dignidade, alegria, silêncio
Alegria, silêncio, dignidade
Silêncio, dignidade, alegria
Mãe é divindade
É Deus presente entre nós
(amorosamente)
Essência, ternura, dignidade
Singular, prontidão, alegria
Divindade, realização, silêncio
POEMA EM HOMENAGEM A MINHA AMADA MÃE ELENA E TODAS AS MÃES EM HOMENAGEM AO SEU DIA 13-05-07)
É vida que transcende
(gratuitamente)
Ternura, prontidão, realização
Prontidão, realização, ternura
Realização, ternura, prontidão
Mãe é singular
É a vida que se perpetua
(humildemente)
Dignidade, alegria, silêncio
Alegria, silêncio, dignidade
Silêncio, dignidade, alegria
Mãe é divindade
É Deus presente entre nós
(amorosamente)
Essência, ternura, dignidade
Singular, prontidão, alegria
Divindade, realização, silêncio
POEMA EM HOMENAGEM A MINHA AMADA MÃE ELENA E TODAS AS MÃES EM HOMENAGEM AO SEU DIA 13-05-07)
domingo, 1 de abril de 2007
INTENCIONALIDADE
Buscou-se o dia no meio da madrugada
Calou-se diante da multidão
Amou-se diante do desconhecido
Filho de mãe solteira também espera
Deus e deuses saboreiam as sobremesas
Casal de crianças sem independência
A eternidade é um tempo intencional
É um tempo intencional a eternidade
O tempo e a eternidade são intencionais
Calou-se diante da multidão
Amou-se diante do desconhecido
Filho de mãe solteira também espera
Deus e deuses saboreiam as sobremesas
Casal de crianças sem independência
A eternidade é um tempo intencional
É um tempo intencional a eternidade
O tempo e a eternidade são intencionais
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